quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

As folhas das árvores estão mudando, o vento as derruba e depressa elas vão ao chão, a paisagem está mudando, neste verão mais que inverno, as coisas que eu gostaria de dizer pararam de ser ditas há muito tempo, se encerraram dentro do meu peito de silêncio, minha respiração é breve e o batimento é lento, olho pela janela e me pergunto se estou no último alento, os pássaros cantam a melodia do meu sofrimento.
A saudade é tanta e a dor é tamanha, deste novo amor que brota em silêncio dentro de mim e perturba tantas vidas, todos se incomodam com o meu estado imersivo dentro da minha realidade própria. Sim, todos poderão apalpar um dia esta realidade, não estou presa num mundo de sonhos apenas, alguma coisa haverá de ser realizada.
Estou tentando não contar os dias e viver normalmente, estou criando uma coragem infinita para que eu possa ser eu novamente, estou contando sem perceber cada vez que o sol se levanta ou se põe, estou tentando prescrever as circunstâncias em que aconteceram o encontro, que pelo qual tanto anciei, estou acreditando aos poucos, mas não quero acreditar tudo de uma vez, para não cair de uma altura muito alta desta vez.
Quero continuar amando, mas com essa calmaria que me deixa com preguiça e livre ao mesmo tempo, para relaxar e sentir apenas o sabor da vida através do vento, o cheiro das flores e ouvir o som do mar quebrando na praia. Eu sei que os dias passarão suaves.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vou aprender com o que me foi dado, ter paciência e esperar, esperar por aquilo que seja do meu agrado e realmente bom, esperar pelo amor e pelo sol do dia, quem sabe encontrar em mim paz e alegria, acho que não sei ser assim, calma como rio, suave como o vento, apenas sei ser como a tempestade e o furacão, que me arrasam completamente por dentro...
Será que me entenderiam os assentimentais?? Será que entenderiam existir uma pessoa com tanto sentimentalismo dentro de si?? Eles olhariam para mim e balançariam suas cabeças e diriam apenas: "Está louca, a pobre garota, perdeu completamente a razão!"
Sim, devo concordar com os assentimentais, perdi a razão, não consigo ser vazia por dentro e eliminar de mim qualquer emoção, eu bem que tentei, mas esse dom não me fora dado, então, o que me arresta a fazer, a não ser me aceitar como sou??
Louca estou, louca serei e se nasci pro sentimento para o sentimento viverei e morrerei, assim como aceito todos os ferimentos inclusos, por se escolher viver assim dominada pelo instinto, guiada pelo coração.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Olha para mim com os olhos de devaneio, persegue em mim uma expressão exata para o que poderia ser uma reação emocional exposta a atos físicos, que se prostram de joelhos para alcançarem piedade e redenção.
Não sei se ando agora, de mãos dadas ou de braços dados com a verdade em mim vagante e vacante ao mesmo tempo, ou se estou apenas como sombra molhada à margem da chuva que cai no firmamento...
Tudo tão enigmático de tão não real, como poderia ser real o irreal imaginário de ser possível a imaginação invadir a realidade como unica opção para a naturalidade?
Me pego novamente entre confusões mentais, entre a dialética do ser e não ser, para ver até onde sou capaz de chegar com a minha desorganização de pensamentos...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

upset

É como se eu pudesse criar toda uma atmosfera de sono ao meu redor, onde tudo dura apenas tempo suficiente para se dissipar ao amanhecer...
Nada é palpável o suficiente, tudo se perde nas sombras e no devaneio de sentirmos que podermos tudo e no desespero de perdermos tudo, nada está completamente a salvo das catátrofes...
Mais uma vez te encontro aqui de cabeça baixa, pensativo, procurando encontrar respostas para as suas perguntas inconsistentes, mas perturbadoras, ele olha ao seu redor e o que procura é apenas um sonho que pode desaparecer na escuridão da noite, se dissipar com a neblina...
Meu coração bate forte e intensamente, como se tudo dependesse do toque de nossas mãos, eu numa dimensão, ele na outra, procurávamos em vão em nossos mundos, mas encontramo-nos em nossos devaneios de profunda inexatidão...
Quem poderia entender que num segundo a ilusão poderia ganhar a chance de se tornar realidade?? Em dois corações solitários e vazios, à procura de respostas e soluções para os problemas, encontramos num segundo de devaneio que a possibilidade e o receio, podem nos fazer perder uma oportunidade de conhecer algo novo, de viver algo nobre...
Será que há uma chance para tudo dá certo, será que podemos encontrar mais do que poças no deserto??
Apenas trago aqui, nas minhas mãos, as imagens que vejo e que vi, o meu coração, disposto a percorrer todo mundo para encontrar uma solução para sua eterna solidão...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Não sei o que faz de mim parte de um outro, meu coração é como se fosse uma chama, e a chama como se fosse só uma vela, que o vento tem o poder de controlar.
Tenho inspirações absurdas, sonhos mundanos, desejos ardentes de querer extravasar em gritos, que me façam relaxar e esquecer que na ausência de mim, está o não ser.
Não sei o que faço aqui, sinto que vou me perder, chorar não é por fim, a dor que insiste em doer, talvez eu seja doentia e miserável, procurando na vida um porquê sofrer, mas basta que o outro não saiba, que eu quero apenas um bem querer.
Estou presa a um feitiço, que não me permite amadurecer, às vezes parece burrice, mas eu quero desvanecer, para por fim a existência medíocre que insiste em me empalidecer, perante aos olhos de todos que me vêem padecer.
Mas não serei assim tão miserável, deixarei que me cuspam na cara e me atirem uma pedra, para assim fazer-me santa, em um pecado tão puro, que me eleve aos céus.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Você está do outro lado do mundo, trabalhando e lutando por tudo, continua respirando e fazendo arte, quem sabe sua música o leve aonde ele sempre quis ir :-).

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Eu não sei de onde vem, se vem de mim ou de ti, um sonho de construir, algo que não possa ser distruído, minhas forças estão esgotadas de tanto lutar contra a maré, meus ideais todos estão por terra.
Quando eu falo ninguém parece querer entender o que tenho a dizer, meu coração está fechado, fechado!! Eu não consigo sentir nada, não tenho aspirações, e de nenhuma forma consigo ver essa circunstância mudar, morri para o mundo, o que está aqui é apenas uma casca do que eu já fui, minhas emoções já eram, só o medo persiste... sim, ele não me deixa...
Eu quero entender, algo que somente eu posso entender, eu lanço músicas ao vento, lanço teu nome ao vento para que outra pessoa possa pronuciá-lo e, assim serás feliz, pois felicidade nunca houve em, tudo passou... tudo passará...
Mas tudo o que há em mim já passou, passaram-se todas as coisas que alguém poderia esperar, tudo passou, e não me resta nada senão vagar, como um corpo sem alma, que apenas vive das lembranças que as criou, nada importa mais, não importa mais, sou o resto do que sou...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Estou num cenário paradisíaco, onde nunca sonhei estar, estou olhando por uma janela e vejo o mar, o vento que entra por dentro dela começa a me tranquilizar e aos poucos, sinto que posso relaxar, que não posso me preocupar com problemas como as brigas e o mal estar, aos poucos sinto-me pronta para recomeçar. Não me permiti, dessa vez, permanecer em um estado de verdadeira deprê, e decididamente continuar a viver, olhar tudo de outro ângulo, sem auto piedade e apego ao sofrimento.
E sempre ouvi dizer, mas nunca dei atenção, que o mundo não pára só porque feriu seu coração, o sol ainda está brilhando e a brisa ainda entra pela janela, e como diz Roberto numa canção: se já chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi...
A vida continua, e hoje, só por mais 24h tentarei continuar positiva e ver um aspecto bom, parar de pensar nos problemas, pois agora vejo quão pequenos são, depois de analisar tantas dores e tantos fatos, há sempre algo maior do que eu ou qualquer outra pessoa nessa terra, e posso sentir claramente como todas as questões são pequenas comparadas a essa sensação de grandiosidade, que apesar de massante ainda é a vida...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Folhas ao vento não sabem onde vão parar
Se em um chão de cimento
Ou numa terra onde possam se decompor

Folhas ao vento
Andam pelo mundo
Sem documentos
Sem porto seguro

Folhas ao vento
Aparecem em árvores
No momento oportuno
Mas jogam-se aos céus em menos de um segundo

Folhas ao vento
Mudam de lugar
No mês de setembro
Para árvores florar

Folhas ao vento
Sabem que seu destino
É voar

Alimentar o solo
Para novas folhagens
Poderem surgir
E com o tempo se soltarem
Para uma viagem sem fim.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As pessoas pegam o sofrimento e transformam numa canção, ou num poema, mas eu não sei fazer canções perfeitas e nem sei escrever muito bem, embora sempre escreva movida ao sofrimento e ao desespero. Algumas pessoas acham que isso é banal, ou que não se deve fazer isso, ou simplesmente arranjam milhares de formas de criticar quem faz isso. O fato é que um sentimento posto num papel, ou numa música, ou até mesmo no blog, só será sentido se o leitor estiver passando por um momento parecido, ou já tiver passado por algo parecido e que ainda o perturbe a mente.
No meu caso, não deixa de ser diferente, deixo exposto aqui todas as minhas angústias e minha dor, não porque eu queira que isso se torne público, mas como uma forma de ver de fora minha própria vida e aprender com minha dor, o que é bem desesperador, assim como, aproveito para limpar minha mente de todos os meus pensamentos que me atormentam e não me deixam dormir.
Estou terminando um ciclo e começando outro, não sei se o tempo e o vento são favoráveis, o fim é trágico, dói e machuca bastante, não é fácil, se fica meio perdido, não se sabe para onde ir e nem o que fazer, mas de uma hora para outra sei que virá uma luz e iluminará o túnel escuro, os problemas começam a ser resolvidos e as decisões tomadas, algumas reconstroem um futuro, outras perturbam ainda mais a mente, até que do meio do caos surje uma nova direção, tem-se que deixar o passado e seguir em frente, não sei bem ainda por onde começar, mas quando o meu luto terminar, irei avaliar o que sobrou dos meus escombros, abrir uma pequena fresta para deixar a luz do sol entrar e mirar o céu.
Sei que ainda irei cair muitas vezes, por causa de amores que chegam ao fim, irei cair e levantar, até não restar mais pó de coração, vou ouvir as pessoas ao meu redor me julgarem, mas julgarão em vão porque não sabem nem a metade daquilo que se passa num coração, e isso servirá para que mostrem ainda mais suas faces obscuras, pois ainda que cometendo vários erros imperdoáveis, assumo a responsabilidade por eles, não me esconderei das consequências, nem dos julgamentos, e por isso não ficarei escondida entre mantos a fofocar, mas somente aqueles que procurarem por respostas se mostrarão sensatos...
Estou de luto, um amor morreu, eu assisti ao seu velório, ao seu assassinato e não pude impedir, a ira se levantou com sua mão pesada, mas o perdão a amenizou, como o sol à madrugada, mas o perdão vem de dentro, levará um tempo para que esta pobre alma, sim pobre! porque humana e fraca és! sentir-se digna do perdão de si mesma, façam silêncio, morreu um amor, acabou-se um mundo, mas a lembrança dele nunca se perderá, já que tudo é um aprendizado e somente é isso que dessa vida irá levar, as dores e as curas, como marcas de experiência. Silêncio...

 Todos os dias quando acordo, me pergunto qual o sentido de estar viva Todos os dias quando acordo, tento pensar coisas positivas Todos os d...