Eu não sei de onde vem, se vem de mim ou de ti, um sonho de construir, algo que não possa ser distruído, minhas forças estão esgotadas de tanto lutar contra a maré, meus ideais todos estão por terra.
Quando eu falo ninguém parece querer entender o que tenho a dizer, meu coração está fechado, fechado!! Eu não consigo sentir nada, não tenho aspirações, e de nenhuma forma consigo ver essa circunstância mudar, morri para o mundo, o que está aqui é apenas uma casca do que eu já fui, minhas emoções já eram, só o medo persiste... sim, ele não me deixa...
Eu quero entender, algo que somente eu posso entender, eu lanço músicas ao vento, lanço teu nome ao vento para que outra pessoa possa pronuciá-lo e, assim serás feliz, pois felicidade nunca houve em, tudo passou... tudo passará...
Mas tudo o que há em mim já passou, passaram-se todas as coisas que alguém poderia esperar, tudo passou, e não me resta nada senão vagar, como um corpo sem alma, que apenas vive das lembranças que as criou, nada importa mais, não importa mais, sou o resto do que sou...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Estou num cenário paradisíaco, onde nunca sonhei estar, estou olhando por uma janela e vejo o mar, o vento que entra por dentro dela começa a me tranquilizar e aos poucos, sinto que posso relaxar, que não posso me preocupar com problemas como as brigas e o mal estar, aos poucos sinto-me pronta para recomeçar. Não me permiti, dessa vez, permanecer em um estado de verdadeira deprê, e decididamente continuar a viver, olhar tudo de outro ângulo, sem auto piedade e apego ao sofrimento.
E sempre ouvi dizer, mas nunca dei atenção, que o mundo não pára só porque feriu seu coração, o sol ainda está brilhando e a brisa ainda entra pela janela, e como diz Roberto numa canção: se já chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi...
A vida continua, e hoje, só por mais 24h tentarei continuar positiva e ver um aspecto bom, parar de pensar nos problemas, pois agora vejo quão pequenos são, depois de analisar tantas dores e tantos fatos, há sempre algo maior do que eu ou qualquer outra pessoa nessa terra, e posso sentir claramente como todas as questões são pequenas comparadas a essa sensação de grandiosidade, que apesar de massante ainda é a vida...
E sempre ouvi dizer, mas nunca dei atenção, que o mundo não pára só porque feriu seu coração, o sol ainda está brilhando e a brisa ainda entra pela janela, e como diz Roberto numa canção: se já chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi...
A vida continua, e hoje, só por mais 24h tentarei continuar positiva e ver um aspecto bom, parar de pensar nos problemas, pois agora vejo quão pequenos são, depois de analisar tantas dores e tantos fatos, há sempre algo maior do que eu ou qualquer outra pessoa nessa terra, e posso sentir claramente como todas as questões são pequenas comparadas a essa sensação de grandiosidade, que apesar de massante ainda é a vida...
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Folhas ao vento não sabem onde vão parar
Se em um chão de cimento
Ou numa terra onde possam se decompor
Folhas ao vento
Andam pelo mundo
Sem documentos
Sem porto seguro
Folhas ao vento
Aparecem em árvores
No momento oportuno
Mas jogam-se aos céus em menos de um segundo
Folhas ao vento
Mudam de lugar
No mês de setembro
Para árvores florar
Folhas ao vento
Sabem que seu destino
É voar
Alimentar o solo
Para novas folhagens
Poderem surgir
E com o tempo se soltarem
Para uma viagem sem fim.
Se em um chão de cimento
Ou numa terra onde possam se decompor
Folhas ao vento
Andam pelo mundo
Sem documentos
Sem porto seguro
Folhas ao vento
Aparecem em árvores
No momento oportuno
Mas jogam-se aos céus em menos de um segundo
Folhas ao vento
Mudam de lugar
No mês de setembro
Para árvores florar
Folhas ao vento
Sabem que seu destino
É voar
Alimentar o solo
Para novas folhagens
Poderem surgir
E com o tempo se soltarem
Para uma viagem sem fim.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
As pessoas pegam o sofrimento e transformam numa canção, ou num poema, mas eu não sei fazer canções perfeitas e nem sei escrever muito bem, embora sempre escreva movida ao sofrimento e ao desespero. Algumas pessoas acham que isso é banal, ou que não se deve fazer isso, ou simplesmente arranjam milhares de formas de criticar quem faz isso. O fato é que um sentimento posto num papel, ou numa música, ou até mesmo no blog, só será sentido se o leitor estiver passando por um momento parecido, ou já tiver passado por algo parecido e que ainda o perturbe a mente.
No meu caso, não deixa de ser diferente, deixo exposto aqui todas as minhas angústias e minha dor, não porque eu queira que isso se torne público, mas como uma forma de ver de fora minha própria vida e aprender com minha dor, o que é bem desesperador, assim como, aproveito para limpar minha mente de todos os meus pensamentos que me atormentam e não me deixam dormir.
Estou terminando um ciclo e começando outro, não sei se o tempo e o vento são favoráveis, o fim é trágico, dói e machuca bastante, não é fácil, se fica meio perdido, não se sabe para onde ir e nem o que fazer, mas de uma hora para outra sei que virá uma luz e iluminará o túnel escuro, os problemas começam a ser resolvidos e as decisões tomadas, algumas reconstroem um futuro, outras perturbam ainda mais a mente, até que do meio do caos surje uma nova direção, tem-se que deixar o passado e seguir em frente, não sei bem ainda por onde começar, mas quando o meu luto terminar, irei avaliar o que sobrou dos meus escombros, abrir uma pequena fresta para deixar a luz do sol entrar e mirar o céu.
Sei que ainda irei cair muitas vezes, por causa de amores que chegam ao fim, irei cair e levantar, até não restar mais pó de coração, vou ouvir as pessoas ao meu redor me julgarem, mas julgarão em vão porque não sabem nem a metade daquilo que se passa num coração, e isso servirá para que mostrem ainda mais suas faces obscuras, pois ainda que cometendo vários erros imperdoáveis, assumo a responsabilidade por eles, não me esconderei das consequências, nem dos julgamentos, e por isso não ficarei escondida entre mantos a fofocar, mas somente aqueles que procurarem por respostas se mostrarão sensatos...
Estou de luto, um amor morreu, eu assisti ao seu velório, ao seu assassinato e não pude impedir, a ira se levantou com sua mão pesada, mas o perdão a amenizou, como o sol à madrugada, mas o perdão vem de dentro, levará um tempo para que esta pobre alma, sim pobre! porque humana e fraca és! sentir-se digna do perdão de si mesma, façam silêncio, morreu um amor, acabou-se um mundo, mas a lembrança dele nunca se perderá, já que tudo é um aprendizado e somente é isso que dessa vida irá levar, as dores e as curas, como marcas de experiência. Silêncio...
No meu caso, não deixa de ser diferente, deixo exposto aqui todas as minhas angústias e minha dor, não porque eu queira que isso se torne público, mas como uma forma de ver de fora minha própria vida e aprender com minha dor, o que é bem desesperador, assim como, aproveito para limpar minha mente de todos os meus pensamentos que me atormentam e não me deixam dormir.
Estou terminando um ciclo e começando outro, não sei se o tempo e o vento são favoráveis, o fim é trágico, dói e machuca bastante, não é fácil, se fica meio perdido, não se sabe para onde ir e nem o que fazer, mas de uma hora para outra sei que virá uma luz e iluminará o túnel escuro, os problemas começam a ser resolvidos e as decisões tomadas, algumas reconstroem um futuro, outras perturbam ainda mais a mente, até que do meio do caos surje uma nova direção, tem-se que deixar o passado e seguir em frente, não sei bem ainda por onde começar, mas quando o meu luto terminar, irei avaliar o que sobrou dos meus escombros, abrir uma pequena fresta para deixar a luz do sol entrar e mirar o céu.
Sei que ainda irei cair muitas vezes, por causa de amores que chegam ao fim, irei cair e levantar, até não restar mais pó de coração, vou ouvir as pessoas ao meu redor me julgarem, mas julgarão em vão porque não sabem nem a metade daquilo que se passa num coração, e isso servirá para que mostrem ainda mais suas faces obscuras, pois ainda que cometendo vários erros imperdoáveis, assumo a responsabilidade por eles, não me esconderei das consequências, nem dos julgamentos, e por isso não ficarei escondida entre mantos a fofocar, mas somente aqueles que procurarem por respostas se mostrarão sensatos...
Estou de luto, um amor morreu, eu assisti ao seu velório, ao seu assassinato e não pude impedir, a ira se levantou com sua mão pesada, mas o perdão a amenizou, como o sol à madrugada, mas o perdão vem de dentro, levará um tempo para que esta pobre alma, sim pobre! porque humana e fraca és! sentir-se digna do perdão de si mesma, façam silêncio, morreu um amor, acabou-se um mundo, mas a lembrança dele nunca se perderá, já que tudo é um aprendizado e somente é isso que dessa vida irá levar, as dores e as curas, como marcas de experiência. Silêncio...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Não sei o que faço aqui em frente ao pc, fico a meditar e escrever coisas sem sentido, apenas pressentindo o que pode acontecer, as pessoas me cobram coisas, as pessoas querem que eu esteja ali, sempre vigiando e sentindo o que elas sentem, expreitando suas aspirações, não sei se há algo certo ou errado, eu apenas quero ter o controle de tudo a minha volta, mesmo sabendo que não se pode ter o controle de nada nesta vida.
O meu desespero de sempre, vem de mim para mim, numa luta constante que já cansei de detalhar aqui, de esmiuçar até o último centímetro da minha alma em conflito com o mundo e sua razão de existir.
Hoje tenho muitos amigos, amanhã eles se vão, permaneço só, com o quarto e a escuridão, para que eu possa refletir sobre a vida e sobre coisas que faremos então, apenas quero fazer o que sinto que é bom e compartilhar carinho com as pessoas que sofrem ao meu redor, sem ter que me preocupar com o dia de amanhã, sou uma filósofa de mim mesma, apenas uma demagoga cheia de teorias sobre a humanidade e que atualmente está aprendendo a aumentar seus padrões de análise quando ela pensava que nada mais a surpreenderia.
Sou uma psicóloga sem formação, apenas agindo na base da amizade, falando coisas sem sentido e tentando confortar o coração daqueles que são aflitos de verdade e que tentam como eu não se sentirem sozinhos por serem estranhos, e movimentar uma força, ou uma corrente para pormos em prática todas as questões que sabemos que devem ser feitas, para deixarmos nossa marca nessa sociedade, que já não é mais como antes, já falamos do nosso tempo, tempo que já não existe mais, assim como o dos nossos pais, e esse novo tempo que vejo surgir, sinto muito, mas estou a proferir que o meu tempo foi mais especial.
Mudar agora e sempre, fazendo o que deve ser feito sem enrolarmo-nos em frases e em horas a fio de pensamentos que não nos leva a uma ação, apoiar uma ideia é a melhor opção e juntar o mínimo de força possível para que ela se realize, para que esta vida vã, onde tudo nos é possível, não pareça tão despresível quanto é, mas já que temos que viver, vivamos um pessimismo realista e meio otimista de que realmente poderemos fazer as coisas acontecerem, não como gostaríamos, mas nunca iremos senão tentarmos...
O meu desespero de sempre, vem de mim para mim, numa luta constante que já cansei de detalhar aqui, de esmiuçar até o último centímetro da minha alma em conflito com o mundo e sua razão de existir.
Hoje tenho muitos amigos, amanhã eles se vão, permaneço só, com o quarto e a escuridão, para que eu possa refletir sobre a vida e sobre coisas que faremos então, apenas quero fazer o que sinto que é bom e compartilhar carinho com as pessoas que sofrem ao meu redor, sem ter que me preocupar com o dia de amanhã, sou uma filósofa de mim mesma, apenas uma demagoga cheia de teorias sobre a humanidade e que atualmente está aprendendo a aumentar seus padrões de análise quando ela pensava que nada mais a surpreenderia.
Sou uma psicóloga sem formação, apenas agindo na base da amizade, falando coisas sem sentido e tentando confortar o coração daqueles que são aflitos de verdade e que tentam como eu não se sentirem sozinhos por serem estranhos, e movimentar uma força, ou uma corrente para pormos em prática todas as questões que sabemos que devem ser feitas, para deixarmos nossa marca nessa sociedade, que já não é mais como antes, já falamos do nosso tempo, tempo que já não existe mais, assim como o dos nossos pais, e esse novo tempo que vejo surgir, sinto muito, mas estou a proferir que o meu tempo foi mais especial.
Mudar agora e sempre, fazendo o que deve ser feito sem enrolarmo-nos em frases e em horas a fio de pensamentos que não nos leva a uma ação, apoiar uma ideia é a melhor opção e juntar o mínimo de força possível para que ela se realize, para que esta vida vã, onde tudo nos é possível, não pareça tão despresível quanto é, mas já que temos que viver, vivamos um pessimismo realista e meio otimista de que realmente poderemos fazer as coisas acontecerem, não como gostaríamos, mas nunca iremos senão tentarmos...
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Será que se eu saísse de mim por um segundo eu quereria voltar??
Será que viver vale a pena simplesmente por tentar??
Que cor tem os céus quando a alma é escura??
O amor realmente tem cura, ou ele foi feito sempre pra machucar??
Será que se eu me soltar no vento voarei??
Se meu pensamento é mais rápido do que uma ação, pq não nos comunicamos apenas pensando??
Dúvidas do meu alheamento externo, não quero mais sair da minha casa, a não ser dentro de um terno xadrez com listras brancas.
Será que viver vale a pena simplesmente por tentar??
Que cor tem os céus quando a alma é escura??
O amor realmente tem cura, ou ele foi feito sempre pra machucar??
Será que se eu me soltar no vento voarei??
Se meu pensamento é mais rápido do que uma ação, pq não nos comunicamos apenas pensando??
Dúvidas do meu alheamento externo, não quero mais sair da minha casa, a não ser dentro de um terno xadrez com listras brancas.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Estou mais uma vez seguindo sem destino, com as ideias perturbando na minha cabeça, sem papel nem caneta para quando a inspiração vem, estou escrevendo coisas mentalmente que ninguém conseguirá ver.
A cada dia me sinto mais só, mais longe de tudo e de todos, meu celular não colabora, meu corpo muito menos, estou sem coragem de cumprir com minhas obrigações, meu peito aperta, sinto sono, não consigo sair de casa, num momento alegria em outro profunda tristeza, é, realmente, acho que sou bipolar, tenho que admitir, é a única explicação para ser como sou.
Pode ser grave, ou não, sei lá, depende de cada caso, preciso de um médico... ou de alguma coisa para me ajudar, estou me sentindo muito perdida, mas devo ser forte, quem poderia entender... agora todos podem ter certeza de que sou realmente uma louca, pois diagnostiquei em mim uma doença que precisa de um tratamento...
Mas no fundo, a razão de tudo isso, seja apenas de solidão, estou com vontade de ter alguém comigo, será uma necessidade de casamento?? É acho que sim, devo me casar, acho que já cansei de namorados sem fim, de dramas eternos de falta de tempo... embora agora pensando bem, a minha necessidade deve ser de morar junto com alguém que tenha pelo menos o mínimo afeto por mim, que não seja uma pessoa fria e ligada apenas em sua vida, mas preocupada com a do próximo.
Não há cura para minha solidão... o mundo não deixa, são tantas coisas a serem feitas, tantos encontros que não dão certo, nem mesmo a tecnologia colabora, mas hoje, hoje... a vontade de chorar toma conta de mim, meu peito se aperta, posso sentir meu coração ser esmagado, triturado, mexido no liquidificador, partido em mil átomos, normalmente não me sinto assim todo tempo, senão seria cruel demais viver, mas não posso ignorar a falta que sinto de colocar a cabeça no ombro de alguém e de um olhar confortador, sinto falta das pessoas que eu amo nesse momento e que poderiam me curar, embora elas sejam sempre frias e gélidas.
Como ser forte, com essa dor que espanca meu peito? Como ser forte, quando essa neve fria assola minha alma e nem mesmo Deus pode aquecê-la? Quem tem as resposta das minhas perguntas? Por que deixo que a complexidade de sentimentos externa a mim me atinjam??
Eu quero entender!! Por que sinto tanto, se existem milhares de pessoas incapazes de comoverem com a vida??
E nos meus gritos de desespero a única resposta é o silêncio.
A cada dia me sinto mais só, mais longe de tudo e de todos, meu celular não colabora, meu corpo muito menos, estou sem coragem de cumprir com minhas obrigações, meu peito aperta, sinto sono, não consigo sair de casa, num momento alegria em outro profunda tristeza, é, realmente, acho que sou bipolar, tenho que admitir, é a única explicação para ser como sou.
Pode ser grave, ou não, sei lá, depende de cada caso, preciso de um médico... ou de alguma coisa para me ajudar, estou me sentindo muito perdida, mas devo ser forte, quem poderia entender... agora todos podem ter certeza de que sou realmente uma louca, pois diagnostiquei em mim uma doença que precisa de um tratamento...
Mas no fundo, a razão de tudo isso, seja apenas de solidão, estou com vontade de ter alguém comigo, será uma necessidade de casamento?? É acho que sim, devo me casar, acho que já cansei de namorados sem fim, de dramas eternos de falta de tempo... embora agora pensando bem, a minha necessidade deve ser de morar junto com alguém que tenha pelo menos o mínimo afeto por mim, que não seja uma pessoa fria e ligada apenas em sua vida, mas preocupada com a do próximo.
Não há cura para minha solidão... o mundo não deixa, são tantas coisas a serem feitas, tantos encontros que não dão certo, nem mesmo a tecnologia colabora, mas hoje, hoje... a vontade de chorar toma conta de mim, meu peito se aperta, posso sentir meu coração ser esmagado, triturado, mexido no liquidificador, partido em mil átomos, normalmente não me sinto assim todo tempo, senão seria cruel demais viver, mas não posso ignorar a falta que sinto de colocar a cabeça no ombro de alguém e de um olhar confortador, sinto falta das pessoas que eu amo nesse momento e que poderiam me curar, embora elas sejam sempre frias e gélidas.
Como ser forte, com essa dor que espanca meu peito? Como ser forte, quando essa neve fria assola minha alma e nem mesmo Deus pode aquecê-la? Quem tem as resposta das minhas perguntas? Por que deixo que a complexidade de sentimentos externa a mim me atinjam??
Eu quero entender!! Por que sinto tanto, se existem milhares de pessoas incapazes de comoverem com a vida??
E nos meus gritos de desespero a única resposta é o silêncio.
sábado, 1 de agosto de 2009
Parece que o tempo não passa, mas ele passa sim, assim sem que possamos perceber, piscamos os olhos e quando abrimos bastamos em ver os momentos eternos, que parecem ter acontecido segundos atrás...
Meço agora o tempo a partir de uma vida que se inicia, pequena e simples, nela vejo meus momentos passados, de anos atrás, de coisas que nem lembrava mais, vejo surgir frente a mim, a velhice, mas rápida e próspera, minha mãe a se esvair.
Tenho medo do que virá daqui pra frente, tenho todo o tempo do mundo, mas meu tempo é curto para tudo que quero realizar, a juventude tão efêmera, como uma simples previsão de um horóscopo, estou velha, mas meu espírito não, ele ainda esperneia como criança, tem impulsos insanos e irracionais, como os de uma criança sente enorme necessidade de calor, abrigo e proteção, expressos pela singeleza do amor...
Não quero mais pensar nos meus dias, minhas conquistas são tão mesquinhas, que não consigo me conformar com os meus dons, simplesmente o básico de tudo e que muitas vezes é mais para os outros e para mim sempre menos, aiai... a vida como sempre tem esses mistérios, que simplesmente me convencem minha inabilidade para viver, as conquistas estão cada vez mais longe... eu espero mais, espero demais, eu sou uma preguiçosa, isso sim, uma pobre temperamental, espírito impróprio para o trabalho, mas propício para as reflexões, que nos deixam parados no mesmo lugar somente a devanear e que nos levam a uma glória póstuma.
Meço agora o tempo a partir de uma vida que se inicia, pequena e simples, nela vejo meus momentos passados, de anos atrás, de coisas que nem lembrava mais, vejo surgir frente a mim, a velhice, mas rápida e próspera, minha mãe a se esvair.
Tenho medo do que virá daqui pra frente, tenho todo o tempo do mundo, mas meu tempo é curto para tudo que quero realizar, a juventude tão efêmera, como uma simples previsão de um horóscopo, estou velha, mas meu espírito não, ele ainda esperneia como criança, tem impulsos insanos e irracionais, como os de uma criança sente enorme necessidade de calor, abrigo e proteção, expressos pela singeleza do amor...
Não quero mais pensar nos meus dias, minhas conquistas são tão mesquinhas, que não consigo me conformar com os meus dons, simplesmente o básico de tudo e que muitas vezes é mais para os outros e para mim sempre menos, aiai... a vida como sempre tem esses mistérios, que simplesmente me convencem minha inabilidade para viver, as conquistas estão cada vez mais longe... eu espero mais, espero demais, eu sou uma preguiçosa, isso sim, uma pobre temperamental, espírito impróprio para o trabalho, mas propício para as reflexões, que nos deixam parados no mesmo lugar somente a devanear e que nos levam a uma glória póstuma.
Nasce em mim e morre em mim
Do meu aborto, uma vida surge
Para incutir em mim
Coisas que a humanidade deve preservar
Trazendo sorrisos e descobertas
Move de leve as cobertas
As mãos e os pés
Completos em si
Reflexos aussi
Em sonhos e devaneios de leite
Voz rarefeita, às vezes aguda e rouca
Foge ao som da cidade
E desperta toda a humanidade
Das mortes infinitas vejo surgir
A vida que se prolifica
Em milhares de pequenos seres
Tão frágeis e inocentes
Em seres que se mortificam e indigentes
Circulam vivos entre as multidões.
Do meu aborto, uma vida surge
Para incutir em mim
Coisas que a humanidade deve preservar
Trazendo sorrisos e descobertas
Move de leve as cobertas
As mãos e os pés
Completos em si
Reflexos aussi
Em sonhos e devaneios de leite
Voz rarefeita, às vezes aguda e rouca
Foge ao som da cidade
E desperta toda a humanidade
Das mortes infinitas vejo surgir
A vida que se prolifica
Em milhares de pequenos seres
Tão frágeis e inocentes
Em seres que se mortificam e indigentes
Circulam vivos entre as multidões.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
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Nossos sonhos se enlaçam em formas disformes, Em universos paralelos, dentro do reverso, dentro de um verso. Nossos olhos se miram Na direçã...