terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Parada final

 Mostra me o sonho dos teus olhos

O mundo invisível que se destaca dentro de ti

Cada vez sorris

Callado leyendo algo

A través de tus ojos color gris

Algo mais profundo do que o superficial

Ideias que sejam realmente tuas

Concordas com tudo aquilo que escutas?

Não concordo com a maioria delas

E me entristeço

Penso que tenho que mudar de endereço

Já não quero escutar

Quem sabe eu esteja aprendendo algo...

Mas, estás a aprender algo também?

Não sei...

Acho que não...

Por agora o adeus está posposto

Será inevitável que eu esqueça teu rosto

Pouco a pouco já não é importante para mim

E mereces ser importante para alguém

O abismo somente cresce ante nossos pés

Diferenças que me fazem padecer

Mas, que para ti parecem não fazer

A menor diferença

Mas eu vejo, como já vi antes

A bifurcação do caminho em direções opostas

Novamente me sinto apenas caminho

E não, parada final.


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Meio

Dentro da minha lucidez incessante, pedaços de mundos se desvanecem sobre mim em segundos nada expressivos. O que esperar de mim? Sentimentos confusos, ora de alegria sem fim e tristeza profunda. O que sabem de mim? Minha mente vaga e penumbra por respostas, que não poderei encontrar. De uma hora para outra, me sinto sufocar, com se, sentido algum não houvesse. Ah! a minha incapacidade de não saber esperar pelo vento!

Como eu gostaria de saber voar e perseguir cada ideia que passa por mim. Tenho curiosidade de provar todas as artes, mesmo aquelas que não são acessíveis para mim. Simplesmente me perder no movimento, como uma folha baila ao som do vento. E, mais uma vez me pergunto: O que será de mim?

Queria receber uma carta do meu passado, me contando como eu era, que impressão eu dava e o que eu fazia, que fazia com que as pessoas quisessem permanecer ao meu lado, ou falar comigo. Sempre tive a fantasia de permanecer calada e não fazer nenhum amigo. Para que assim, eu pudesse, não sofrer de saudade sem fim. Eu sinto saudades apesar dos pensamentos infinitos. Me analiso, procuro saber de mim e entender essa vida que a minha alma escolheu experimentar. Naveguei em mil caminhos para saber, quem de verdade sou, ou quem é realmente meu ser.

Continuo fazendo coisas que talvez os outros não entenderiam. Eu sigo mostrando meu rosto, sem máscaras, todos os dias. Se um dia, eu as usei foi, simplesmente, para ser, aprender a ser quem sou, entre erros e acertos, mágoas, fins e recomeços. Agora que minha jornada chega ao meio, vejo a necessidade de emendar o que eu deixei em partes. Espero poder ter a oportunidade de atar as pontas que eu deixei pra trás, no final dos ciclos de crescimento. Morrerei como uma sábia? Não que eu saiba. Tudo é sempre recomeço: mente jovem num corpo velho, mente velha num corpo jovem. Somente depois, a gente descobre, que tudo faz parte da genialidade do existir, mesmo que complicadamente, dualidamente. Cada dia, tudo se torna mais claro, para estes olhos que já não conseguem ver tão nitidamente.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

 Acho que talvez, dentro dos corações das pessoas mais amadas, nunca deixaremos de ser quem somos. Dificilmente poderão perceber nossos câmbios. Mesmo que o tempo passe e a distância aumente, para essas pessoas sempre seremos aqueles que fomos quando nos conhecemos por primeira vez.

Aonde quer que nossos caminhos nos levem, ninguém permanece ao nosso lado para sempre. Os personagens das nossas histórias vão mudando com o tempo. E, quando olhamos para trás, recordamos essas pessoas que nos fizeram capazes de realizar sonhos e quebrar nossas próprias expectativas em algum momento.

Em nossas vidas existem dois principais tipos de pessoas:  as que nos derrubam e as que nos levantam. Ambas presentes em momentos cruciais. Que nem sempre estão em nossas vidas simultaneamente, mas que cedo ou tarde encontramos pela nossa jornada. Ambas têm o único propósito de fazer-nos crescer. Falando assim parece fácil. Mas não existe nada fácil em viver.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

 Dentro das minhas possibilidades infinitas de sonhos irreais, eu me sinto aflita e busco por coisas que eu já não quero mais.

Quero entender como eu era no passado e saber se eu realmente fui como eu me vejo: um percevejo, sem brilho no azulejo.

O que será que aprenderam de mim? Pois eu sei bem quais foram os meus defeitos, os meus crimes, a solidão que eu trago, o ciúme, medo da perda, o ser vingativo que sou, calada e paciente.

Mas porquê essa pergunta surge na minha mente agora. Eu preciso dormir! Minha senhora Memória. Ou apenas estou em mais um dos meus diversos momentos, prestes a enlouquecer?

Quem contará minha história, uma despedida, mesmo que simplória? Acho que eu mesma. Será que eu ainda sei escrever?

Eu derramei meu pensar numa história, que deve ter deixado alguém sem respostas. Ou sem saber o que dizer. Derramar assim minhas águas internas para um já estranho e desconhecido, uma parede de concreto armado. Acho que gostou de saber que eu sofri. Como todos os habitantes desse planeta Terra sofrem. Sofrem o que a alma precisa sofrer. Culpar o destino e o universo torna a vida mais tolerável. Já que a morte sempre será a resposta misteriosa de tudo.

Questionar e questionar sempre, esse cérebro que é meu, que também acomete outros com esse mesmo penar: pensar. Incrível.

Acho que me impressionei pelo comentário de que eu não havia mudado. Mas eu mudei, eu sei. Somente não queria deixar o ambiente pesado. Mas já não posso ser como o meu eu do passado ao encontrá-lo de frente. É melhor mesmo, eu só pegar minha mochila e caminhar pra frente sem olhar para trás. O passado não vai te reconhecer diferente e sempre vai querer te reduzir ao que já foi. Vou só seguir em frente. Com as memórias das pessoas queridas em mim, mesmo que tudo seja diferente agora.

Eu sou mais engraçada agora. Continuo chata. Já não tenho mais paciência e já tenho imposto limites. Acho que estou em uma das minhas melhores versões.

quarta-feira, 25 de junho de 2025

 My heart goes sad again once more

As I mourn the lost of another human life

One that was filled with memories

And smiles

That I was not related to, but

The news of her passing made me think of mine

Am I living?

I am trying

I would most say

I have dreamt for the most part

I admire her courage

I admire some of mine

We both left everything behind

To be far away of our home

And that is a lot

But she did more risky things

I just became a mother on foreign land

But we both missed

Things back home

I hope her passing brings some changes

For more adventurers keep going into the world

To see its beauty

That we are all the same and one.

Go in peace Juliana Marins

With your sea inside

To the universe across 

The stars

And this little verse

I hope you receive my worlds

You have shined like gold.


 Many times I have thought I could scape my existence.

 I go into oblivion trying to make sense of it all. 

For the longest time I have felt the end was near. 

And it is finally here.

 I feel that I didn't live a normal life. 

Always filled with emotions.

 I hope I can live with myself for now.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

 I guess my time is just buying more tears

From the heavens to earth

To sing things along and encounter

Things that are worth mining 

To build something meaningful

My heart can be really full of things?

Should I just drop everything to the ground?

Am I able to build meaning?

Everything is just waiting for the perfect time

What will I find on my last breath?

Who will be there to receive me?

My saudades?

Mystery... Like everything else around me

I am just looking for meaning

To my existence.

Is there one?

I hope so...

Even though I know

I will be forgotten like most of humans.

So I write my constant suffering for humanity

In hopes, to live forever somehow,

Through my words.

There is some light in all this darkness

I will cherish each moment while I can.

domingo, 27 de abril de 2025

 O tempo passa e a saudade fica,

Nas pequenas coisas que ninguém imagina.

A saudade fica e o tempo passa,

No emaranhado das mãos de quem sabe pinta.

Eu na minha ingenuidade escrevo

Sobre feridas que nunca saram 

Cicatrizes que se fecham e se abrem

Como as flores, que se abrem na primavera 

E morrem no inverno.

Por que me custa tanto ser feliz completamente?

Nada está mal, tudo está bem.

Ainda tenho um teto sobre minha cabeça,

Desde o último vendaval, 

Mas onde anda minha cabeça mesmo?

Fisicamente está no meu pescoço,

Imaterialmente está no espaço.

Eu me canso das minhas repetições

Como um disco que está riscado

Minha alma está riscada

Até que a agulha algum dia deixe de passar sobre estes riscos

Infinitos causados por preocupações exacerbadas por coisas que eu não posso mudar ou controlar.

O mundo se desaba e se destrói em cada década. 

As notícias ruins têm mais evidência do que as boas.

E eu sofro. Já não posso vê-las. Sei que existem e me afundo no meu poço de dor

Cada vez que passam no meu feed, ou por acaso em algum buscador.

Eu não tenho certeza da minha própria existência

Como Cristo, creio que daria minha vida para que todos pudessem encontrar a paz

Assim como sei, que muitos outros também o fariam.

Mesmo já tendo certeza de que o sacrifício de Deus perde seu efeito com o tempo.

As pessoas já não sabem o que é o amor e o que é ter caráter, depois de tantas injustiças cometidas 

Por todos aqueles que se dizem cristãos e não são capazes de permanecer no difícil caminho do amor. 

É muito mais fácil odiar.

Já me perdi nos meus devaneios

Como minha cabeça que está no espaço.

Minhas lágrimas no travesseiro

Enquanto eu contemplo o medo, cara a cara, de perder a vida daqueles que amo

Em acidentes fúteis onde não temos o controle de nada. 

Mesmo que por uma fração de segundo, tá tudo bem, posso respirar.


quinta-feira, 6 de março de 2025

 

Sonhei com algo, sonhei com o passado, ou quem sabe com outra realidade, aonde o amor de infância pôde ser vivido, de maneira simples, idealizado... Tudo havia dado certo e o destino não havia nos separado. Mesmo assim, nesse sonho não foi assim. Senti que estava casada com duas pessoas ao mesmo tempo. Havia me separado uma vez, mas permanecia casada quando me casei pela terceira vez. No sonho foi estranho, pois as duas pessoas estavam comigo ao mesmo tempo. Ao ver que a terceira pessoa com quem eu me havia casado era o meu amor de infância, alguém que já faz muito tempo que não aparecia na minha mente, me surpreendi.

No sonho voltei à minha infância de amores platônicos. Me deu saudade e pesar. O que será que teria sido de mim se eu não tivesse deixado minha terra natal? Seria como sou agora? Teria sobrevivido a dureza da minha realidade, infligida pelas pessoas que eu mais amo? Teria conseguido viver em algum momento esse amor platônico com quem eu tanto idealizei? Não sei. Mas senti saudade daquele tempo, daquele príncipe idealizado, que eu sei que somente existe na minha cabeça, já que a pessoal real não é como eu imaginei por tanto tempo.

Tenho sonhado com minha família, tenho me auto criticado por minha forma física. Tenho medo da visita e de escutar que eu não estou perfeita. Coisas que eu sei que são somente projeções da inveja, que devem sentir por eu estar morando em um lugar “desenvolvido” em outro país. Mas eu também tenho inveja, de não ter sido corajosa o suficiente para sobreviver no meu próprio país e “escapei” na primeira oportunidade. Não pude lidar com as pessoas apenas criticando os outros em vez de se preocuparem com a sua própria vida, das fofocas ditas e espalhadas que somente ferem as pessoas envolvidas.

Apesar de viver fora, das dificuldades que passei aqui, das vezes que tive que me virar sozinha, dos medos que senti, tudo foi mais fácil. Fácil por não ter pessoas me botando pra baixo, me julgando a cada decisão. Somente tive que lidar com meu próprio julgamento sobre mim, o que foi bem pesado. Meu desafio sempre é e sempre vai ser: acreditar em mim mesma, que eu sou capaz, que eu sou inteligente, que eu tenho coragem. Hão passados anos e eu ainda estou trabalhando nessa meta. E eu tenho certeza que vou lutar com isso pelo resto da minha vida. O dano já foi feito na minha infância. Mas porquê agora, toda essa nostalgia? Mercúrio Retrógrado? Vênus Retrógrada?  Provavelmente. Sim gosto de astrologia. Esses são os trânsitos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

 Quase me deixei afogar

Nas mágoas do meu pesar

Será que eu sou quem sou?

Ou sou quem deveria estar

Do outro lado do rio?

Me espera um barqueiro

O nevoeiro não me deixa ver

Aonde chegarei

Mesmo assim entro no barco

Posso encontrar algumas tempestades no meu caminho

Mesmo que sozinho eu possa estar

Me sento na janela do meu temor

E olho para fora

Quem sabe eu possa me situar 

De alguma maneira no meu abismo

O sol alguma hora vai aparecer

Brilhando no infinito

Do meu quase fim.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

 I guess my time has gone to different dimensions

My soul has been fragmented in thousand pieces.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

 Can I go home now?

This place is suffocating me

Can I go where I can crumble my soul inside me?

Can I be left there for days until I can bloom again? 

In a different form, different era?

I thought I had it all

But everything can be taken

I thought I could have made my mind stronger now

But I was just faking it 

All the smile, all the laughter

I can't grasp it now

I thought I was going up

But now I am down

Such a cliché of life

I am just indifferent 

Numb to it all

Just wanting to hide 

Until the storm calms down.

 As I stare into the abysm of my soul

I see a child with tears of gold

Holding her toy 

Pleading and asking

To be seen, to be recognized

I see this kid

That I don't know how to comfort

Time have passed

Trees have grown

But the cried never stopped

Or the hole left in soul

Now surrounded of darkness

Trying to keep her little candle lit 

She scrambles trough life

Fighting to exists

But her light is fading

And hope slowly dying

She is left of with the pieces

Of everything she had tried

Where is her destiny? 

Where is her future?

The world around her is also being destroyed

And more...

She sees her, she sees it all

Even the golden tears

Lights out.

 Que bonito é atravessar um futuro que parece que nunca chega. Mas posso imaginar: Um entardecer lindo Com flores que caem no pavimento Às v...