domingo, 27 de novembro de 2011

À Sophia...


A cada minuto em que me percebo, estou banhada em lágrimas, lágrimas de saudade, debaixo do chuveiro, por certo é uma raridade que ganharei o mundo inteiro, nas asas da liberdade serei um garimpeiro, mas por essa saudade um eterno prisioneiro, cheio de ouro e de pó, um caminhoneiro que dirige entupido de êxtase e café, sem poder parar, sem poder descansar, sempre indo a algum lugar...
Será que conseguirei ser assim, sem raiz? sem desaguar em algum mar, não será o suficiente amar e por isso se deixar embarcar num navio sem rumo, sem porto, sem seguro para o carro que desce no abismo...
Mas o foco são as lágrimas, aquelas que me assaltam ao ver luzes de natal, não mais no Shopping Colonial, mas num Rio Anil. Os olhos daquela criança que grita meu nome e ri desesperadamente, que na minha companhia é a mais contente, enquanto eu não consigo deixar de ser sempre triste...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Templo

Talvez eu seja como um templo
No meio do deserto,
Onde as pessoas só entram
Quando estão por perto e
Com dor.

Para orar e rezar
Desabafar
E desatar o nó
De suas gargantas secas
De suas almas solitárias...

Mas somente para isso e só
Depois esquecem
Desaparecem
E voltam a retornar
Quando sentem dor.

E se o templo se movesse?
E se o templo não estiver mais ali?
E se o templo está cansado de ser templo
E agora deseja ter um templo para si?

Apenas sobraram as lágrimas do fieis
E que sabe invertam os papeis
E descubra que o templo sempre estivera dentro de si
Mesmo que não seja o mesmo templo
Que sempre estivera ali.

domingo, 23 de outubro de 2011

Alguns dias você se sente como o seu coração fosse parar, como se as horas não contassem cada vez mais devagar e o dia parece uma eternidade, que nunca irá acabar...
De repente, cresce dentro do peito uma saudade e uma vontade de chorar, tantas memórias e lembranças que começam a surgir e a nos fazer pensar, todos os meus segredos e os meus medos começam a aflorar.
Mas acho que um dia eu poderei superar essas crises...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Notas

Eu só tenho que amá-lo
Como a manhã sempre traz o orvalho
Para as plantas molhar.

Num sono profundo,
Choro-soluço,
Se debruçar.

Só posso amá-lo
Pois é o que me resta a fazer...
E, para superá-lo, ultrapassá-lo
Somente outro amor,
MAIOR.

Que um dia entre nós virá
E irá completar,
Nosso sonho de sermos um só,
De sermos um Lá, Sol, Só, Ré, Mi,
Fá_______ Si.



domingo, 16 de outubro de 2011

Há mar...

Hoje é um dia de descompasso
Em que um abraço
Seria mais que um embaraço
Seria um amasso
De nos fazer enrolar

Seria como caramelo
Que gruda no dente
E parece marmelo
Meio sem sentido comentar....

Dia de poesia confusa
De melodia difusa
Somente deitar e relaxar.

Seria pouco ou seria loucura
Dançar e não parar pra pensar
Somente sair voando em pleno ar
Para a poeira antiga espantar
Dando lugar a uma nova sujeira
Que precisa se instalar...

Dia de preguiça
Que esguicha
Como mangueira
E rega e molha ao mesmo
Tempo a minha pele de sol e mar
E o cheiro que brota dela
Eu sei,
É o que faz você me amar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tenho Medo

Tenho medo de te perder
De nunca mais te ver
De nunca poder te escrever
Ou de tua mão segurar

Tenho medo que nas noites frias
E escuras
Eu não encontre mais o corpo teu
Junto ao meu

A vida seria tão insossa
E eu seria tão sem sal
E me sentiria mal
Toda vez que visse
As notícias estampadas no jornal
De ontem, de hoje, de tomorrow

Ah! meu amor,
Espero que esse meu temor
Nunca venha a acontecer
E eu sempre possa estar com você
Até antes e durante a gente envelhecer.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Assim, qualquer coisa...

Está chegando o dia, o tempo e o momento para as mudanças, enfim estaremos juntos e começaremos a trazer crianças para esse mundo, serei feliz, te farei feliz nesse sonho-realidade, nesse pandemônio sociedade, tentaremos criar liberdade, não chorar mais de saudade, as mãos serão dadas, os sentimentos completos, completa ansiedade... Digo e penso, não me iludo, este é o momento, finalmente serenidade, paz, para meu coração que não dorme e nem descansa jamais.
Eu tenho um amor, às vezes sinto dor, mas nunca voltarei atrás...

sábado, 11 de junho de 2011

Tenho estado cansada...

Meus olhos pesam
A respiração é difícil
A cada momento sinto
E sentir
Desgasta
Leva partes de mim
Me jogam ao chão...
Quase sem forças para levantar
Vou dormir
Sem saber quando acordar...
Esperar essa onda de desgaste passar...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Depois de um tempo

Hoje estou assim, meio triste, meio melancólica
Desacreditando em tudo que existe
Inclusive a nossa história
Como tanta coisa pode ter ocorrido num piscar de olhos?
Coisas vêm ao meu ouvido
Mas não dou atenção
Sei que tudo é imaginação minha
Insegurança do coração...

Sei que ainda sou criança
Às vezes perco a noção
São coisas do sentimento
Que foge às leis da razão

Pensei que essa paixão
Fosse coisa de momento
Apenas uma palpitação
Agora se tornou realmente amor
E estamos nesta confusão
Juntos no papel
Distanciados pela física
Mas um só...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dia de não acreditar

Hoje é dia de não acreditar em promessas que não nos levam a nada,
De não acreditar em fatos confusos, criados para nos iludir
Passamos os dias tentando descobrir
As verdadeiras faces das pessoas que não sabem mentir...
Caminho sabendo das coisas que não entendo
E que já cansei de tentar entender...
Crio mais um portal entre mim e o desconhecido
Quem vai saber?
Tenho acesso a todos os segredos
Pois vejo com os olhos do coração
E sistematizo tudo, com os olhos da razão...
Não pretendo fazer sentido aos outros
Antes de me entender
Fecho-me em mim
Para melhor conhecer...
Mas hoje não quero acreditar
Em verdades que me pedem para escolher
Entre seguir em frente e retroceder...
As mensagens dizem que o futuro estar por vir
Mas como chegar lá
Presos a um passado,
Que não se cansa de nos sufocar?
Temos medo do futuro
O passado já conhecemos
Mesmo que tenha sido duro
As pessoas sempre falam de futuro,
Para não enchergar que, de fato
Retrocedemos...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Coisas (Things)

A minha memória está falhando.

(My memory is failing)

As minhas lembranças se apagando...

(My remembrance erasing)

O cheiro se perdeu entre milhões de cheiros...

(The smell lost itself in millions of smells...)

O toque, os desejos, o beijo...

(The touch, the desires, the kiss...)

Quanto mais o tempo passa,

(As much the time pass,)

Mais distante fico das memórias felizes

(More distant I stay from happy memories)

Que fizeram parte da minha vida.

(That did part of my life)

Tão pouco de nós sobrou pra contar...

(So little of us left to tell)

No retrato, na tela do computador,

(In the picture, on my computer screen)

Os únicos registros de momentos felizes e nem tão felizes assim...

(The only record of happy moments and not so happy)

As lágrimas começaram a cair

(The tears start fall)

E de repente os braços faltaram

(And Suddenly the arms lacked)

E os abraços cessaram

(And the embraces ceased)

As asas se abriram

(The wings opened)

E os ares ganhou!

(And won the air)

Enquanto aqui, na terra apenas ficou

(While here, on earth just stayed)

A saudade que dilacerou até os últimos pedaços

(The saudade that lacerated untill the last pieces)

o meu coração...

(My heart)

Rayra Rodrigues Paul

 Todos os dias quando acordo, me pergunto qual o sentido de estar viva Todos os dias quando acordo, tento pensar coisas positivas Todos os d...