Não sei o que faço aqui em frente ao pc, fico a meditar e escrever coisas sem sentido, apenas pressentindo o que pode acontecer, as pessoas me cobram coisas, as pessoas querem que eu esteja ali, sempre vigiando e sentindo o que elas sentem, expreitando suas aspirações, não sei se há algo certo ou errado, eu apenas quero ter o controle de tudo a minha volta, mesmo sabendo que não se pode ter o controle de nada nesta vida.
O meu desespero de sempre, vem de mim para mim, numa luta constante que já cansei de detalhar aqui, de esmiuçar até o último centímetro da minha alma em conflito com o mundo e sua razão de existir.
Hoje tenho muitos amigos, amanhã eles se vão, permaneço só, com o quarto e a escuridão, para que eu possa refletir sobre a vida e sobre coisas que faremos então, apenas quero fazer o que sinto que é bom e compartilhar carinho com as pessoas que sofrem ao meu redor, sem ter que me preocupar com o dia de amanhã, sou uma filósofa de mim mesma, apenas uma demagoga cheia de teorias sobre a humanidade e que atualmente está aprendendo a aumentar seus padrões de análise quando ela pensava que nada mais a surpreenderia.
Sou uma psicóloga sem formação, apenas agindo na base da amizade, falando coisas sem sentido e tentando confortar o coração daqueles que são aflitos de verdade e que tentam como eu não se sentirem sozinhos por serem estranhos, e movimentar uma força, ou uma corrente para pormos em prática todas as questões que sabemos que devem ser feitas, para deixarmos nossa marca nessa sociedade, que já não é mais como antes, já falamos do nosso tempo, tempo que já não existe mais, assim como o dos nossos pais, e esse novo tempo que vejo surgir, sinto muito, mas estou a proferir que o meu tempo foi mais especial.
Mudar agora e sempre, fazendo o que deve ser feito sem enrolarmo-nos em frases e em horas a fio de pensamentos que não nos leva a uma ação, apoiar uma ideia é a melhor opção e juntar o mínimo de força possível para que ela se realize, para que esta vida vã, onde tudo nos é possível, não pareça tão despresível quanto é, mas já que temos que viver, vivamos um pessimismo realista e meio otimista de que realmente poderemos fazer as coisas acontecerem, não como gostaríamos, mas nunca iremos senão tentarmos...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Será que se eu saísse de mim por um segundo eu quereria voltar??
Será que viver vale a pena simplesmente por tentar??
Que cor tem os céus quando a alma é escura??
O amor realmente tem cura, ou ele foi feito sempre pra machucar??
Será que se eu me soltar no vento voarei??
Se meu pensamento é mais rápido do que uma ação, pq não nos comunicamos apenas pensando??
Dúvidas do meu alheamento externo, não quero mais sair da minha casa, a não ser dentro de um terno xadrez com listras brancas.
Será que viver vale a pena simplesmente por tentar??
Que cor tem os céus quando a alma é escura??
O amor realmente tem cura, ou ele foi feito sempre pra machucar??
Será que se eu me soltar no vento voarei??
Se meu pensamento é mais rápido do que uma ação, pq não nos comunicamos apenas pensando??
Dúvidas do meu alheamento externo, não quero mais sair da minha casa, a não ser dentro de um terno xadrez com listras brancas.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Estou mais uma vez seguindo sem destino, com as ideias perturbando na minha cabeça, sem papel nem caneta para quando a inspiração vem, estou escrevendo coisas mentalmente que ninguém conseguirá ver.
A cada dia me sinto mais só, mais longe de tudo e de todos, meu celular não colabora, meu corpo muito menos, estou sem coragem de cumprir com minhas obrigações, meu peito aperta, sinto sono, não consigo sair de casa, num momento alegria em outro profunda tristeza, é, realmente, acho que sou bipolar, tenho que admitir, é a única explicação para ser como sou.
Pode ser grave, ou não, sei lá, depende de cada caso, preciso de um médico... ou de alguma coisa para me ajudar, estou me sentindo muito perdida, mas devo ser forte, quem poderia entender... agora todos podem ter certeza de que sou realmente uma louca, pois diagnostiquei em mim uma doença que precisa de um tratamento...
Mas no fundo, a razão de tudo isso, seja apenas de solidão, estou com vontade de ter alguém comigo, será uma necessidade de casamento?? É acho que sim, devo me casar, acho que já cansei de namorados sem fim, de dramas eternos de falta de tempo... embora agora pensando bem, a minha necessidade deve ser de morar junto com alguém que tenha pelo menos o mínimo afeto por mim, que não seja uma pessoa fria e ligada apenas em sua vida, mas preocupada com a do próximo.
Não há cura para minha solidão... o mundo não deixa, são tantas coisas a serem feitas, tantos encontros que não dão certo, nem mesmo a tecnologia colabora, mas hoje, hoje... a vontade de chorar toma conta de mim, meu peito se aperta, posso sentir meu coração ser esmagado, triturado, mexido no liquidificador, partido em mil átomos, normalmente não me sinto assim todo tempo, senão seria cruel demais viver, mas não posso ignorar a falta que sinto de colocar a cabeça no ombro de alguém e de um olhar confortador, sinto falta das pessoas que eu amo nesse momento e que poderiam me curar, embora elas sejam sempre frias e gélidas.
Como ser forte, com essa dor que espanca meu peito? Como ser forte, quando essa neve fria assola minha alma e nem mesmo Deus pode aquecê-la? Quem tem as resposta das minhas perguntas? Por que deixo que a complexidade de sentimentos externa a mim me atinjam??
Eu quero entender!! Por que sinto tanto, se existem milhares de pessoas incapazes de comoverem com a vida??
E nos meus gritos de desespero a única resposta é o silêncio.
A cada dia me sinto mais só, mais longe de tudo e de todos, meu celular não colabora, meu corpo muito menos, estou sem coragem de cumprir com minhas obrigações, meu peito aperta, sinto sono, não consigo sair de casa, num momento alegria em outro profunda tristeza, é, realmente, acho que sou bipolar, tenho que admitir, é a única explicação para ser como sou.
Pode ser grave, ou não, sei lá, depende de cada caso, preciso de um médico... ou de alguma coisa para me ajudar, estou me sentindo muito perdida, mas devo ser forte, quem poderia entender... agora todos podem ter certeza de que sou realmente uma louca, pois diagnostiquei em mim uma doença que precisa de um tratamento...
Mas no fundo, a razão de tudo isso, seja apenas de solidão, estou com vontade de ter alguém comigo, será uma necessidade de casamento?? É acho que sim, devo me casar, acho que já cansei de namorados sem fim, de dramas eternos de falta de tempo... embora agora pensando bem, a minha necessidade deve ser de morar junto com alguém que tenha pelo menos o mínimo afeto por mim, que não seja uma pessoa fria e ligada apenas em sua vida, mas preocupada com a do próximo.
Não há cura para minha solidão... o mundo não deixa, são tantas coisas a serem feitas, tantos encontros que não dão certo, nem mesmo a tecnologia colabora, mas hoje, hoje... a vontade de chorar toma conta de mim, meu peito se aperta, posso sentir meu coração ser esmagado, triturado, mexido no liquidificador, partido em mil átomos, normalmente não me sinto assim todo tempo, senão seria cruel demais viver, mas não posso ignorar a falta que sinto de colocar a cabeça no ombro de alguém e de um olhar confortador, sinto falta das pessoas que eu amo nesse momento e que poderiam me curar, embora elas sejam sempre frias e gélidas.
Como ser forte, com essa dor que espanca meu peito? Como ser forte, quando essa neve fria assola minha alma e nem mesmo Deus pode aquecê-la? Quem tem as resposta das minhas perguntas? Por que deixo que a complexidade de sentimentos externa a mim me atinjam??
Eu quero entender!! Por que sinto tanto, se existem milhares de pessoas incapazes de comoverem com a vida??
E nos meus gritos de desespero a única resposta é o silêncio.
sábado, 1 de agosto de 2009
Parece que o tempo não passa, mas ele passa sim, assim sem que possamos perceber, piscamos os olhos e quando abrimos bastamos em ver os momentos eternos, que parecem ter acontecido segundos atrás...
Meço agora o tempo a partir de uma vida que se inicia, pequena e simples, nela vejo meus momentos passados, de anos atrás, de coisas que nem lembrava mais, vejo surgir frente a mim, a velhice, mas rápida e próspera, minha mãe a se esvair.
Tenho medo do que virá daqui pra frente, tenho todo o tempo do mundo, mas meu tempo é curto para tudo que quero realizar, a juventude tão efêmera, como uma simples previsão de um horóscopo, estou velha, mas meu espírito não, ele ainda esperneia como criança, tem impulsos insanos e irracionais, como os de uma criança sente enorme necessidade de calor, abrigo e proteção, expressos pela singeleza do amor...
Não quero mais pensar nos meus dias, minhas conquistas são tão mesquinhas, que não consigo me conformar com os meus dons, simplesmente o básico de tudo e que muitas vezes é mais para os outros e para mim sempre menos, aiai... a vida como sempre tem esses mistérios, que simplesmente me convencem minha inabilidade para viver, as conquistas estão cada vez mais longe... eu espero mais, espero demais, eu sou uma preguiçosa, isso sim, uma pobre temperamental, espírito impróprio para o trabalho, mas propício para as reflexões, que nos deixam parados no mesmo lugar somente a devanear e que nos levam a uma glória póstuma.
Meço agora o tempo a partir de uma vida que se inicia, pequena e simples, nela vejo meus momentos passados, de anos atrás, de coisas que nem lembrava mais, vejo surgir frente a mim, a velhice, mas rápida e próspera, minha mãe a se esvair.
Tenho medo do que virá daqui pra frente, tenho todo o tempo do mundo, mas meu tempo é curto para tudo que quero realizar, a juventude tão efêmera, como uma simples previsão de um horóscopo, estou velha, mas meu espírito não, ele ainda esperneia como criança, tem impulsos insanos e irracionais, como os de uma criança sente enorme necessidade de calor, abrigo e proteção, expressos pela singeleza do amor...
Não quero mais pensar nos meus dias, minhas conquistas são tão mesquinhas, que não consigo me conformar com os meus dons, simplesmente o básico de tudo e que muitas vezes é mais para os outros e para mim sempre menos, aiai... a vida como sempre tem esses mistérios, que simplesmente me convencem minha inabilidade para viver, as conquistas estão cada vez mais longe... eu espero mais, espero demais, eu sou uma preguiçosa, isso sim, uma pobre temperamental, espírito impróprio para o trabalho, mas propício para as reflexões, que nos deixam parados no mesmo lugar somente a devanear e que nos levam a uma glória póstuma.
Nasce em mim e morre em mim
Do meu aborto, uma vida surge
Para incutir em mim
Coisas que a humanidade deve preservar
Trazendo sorrisos e descobertas
Move de leve as cobertas
As mãos e os pés
Completos em si
Reflexos aussi
Em sonhos e devaneios de leite
Voz rarefeita, às vezes aguda e rouca
Foge ao som da cidade
E desperta toda a humanidade
Das mortes infinitas vejo surgir
A vida que se prolifica
Em milhares de pequenos seres
Tão frágeis e inocentes
Em seres que se mortificam e indigentes
Circulam vivos entre as multidões.
Do meu aborto, uma vida surge
Para incutir em mim
Coisas que a humanidade deve preservar
Trazendo sorrisos e descobertas
Move de leve as cobertas
As mãos e os pés
Completos em si
Reflexos aussi
Em sonhos e devaneios de leite
Voz rarefeita, às vezes aguda e rouca
Foge ao som da cidade
E desperta toda a humanidade
Das mortes infinitas vejo surgir
A vida que se prolifica
Em milhares de pequenos seres
Tão frágeis e inocentes
Em seres que se mortificam e indigentes
Circulam vivos entre as multidões.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Sinto aqui uma estranhesa
Tudo que parte de mim
Exala uma beleza
Que não passa de uma manifestação...
A multidão se dissipa em formas diferentes
Em formas de visão desconhecidas
E eu montando as peças
E às pressas
Tentando refazer a vida
Me acostumar com as novas invenções
Ai ai...
Ô vida que me leva
Sigo sem rumo
Para ver o que a mim se revela...
Tudo que parte de mim
Exala uma beleza
Que não passa de uma manifestação...
A multidão se dissipa em formas diferentes
Em formas de visão desconhecidas
E eu montando as peças
E às pressas
Tentando refazer a vida
Me acostumar com as novas invenções
Ai ai...
Ô vida que me leva
Sigo sem rumo
Para ver o que a mim se revela...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Balancete
Não quero te falar de coisas que não sei explicar
Não quero deixar subentendido
Ou qualquer relação com o escondido
Quero apenas ser e sentir
Não coisas ao pé do ouvido
Mas em todo o meu ser.
Quem sabe assim eu enfrente
O medo de seguir em frente
Parar de olhar o passado
E observar meu rosto transfigurado
Em símbolos que não mais quero lembrar...
Sobre mim e ti
Nada mais além do mais
Nada além...
Quero apagar os teus sinais
Para o teu próprio bem
E copiá-los em outra parte
Onde caiam bem
Pois transfiguras-me a alma
Atravessa meu mundo
E não quero que vejas
O que fazes comigo
Pois é um sigilo meu
Um segredo...
Que terás de descobrir
Quando estiveres esquecido
O que sabes de mim
E as coisas que eu duvido
Para que eu possa segurar tua mão
E aparar-me em teus pés
Como a árvore se finca ao chão
E as letras nos papéis
Sejamos o que somos
Aprendamos o mais
Me mostra, que eu te mostro
E saberemos muito mais
Já que somos opostos
Complementares como os dois sinais:
O menos e o mais.
Assim nos anularemos
Já que seremos simétricos.
Não quero deixar subentendido
Ou qualquer relação com o escondido
Quero apenas ser e sentir
Não coisas ao pé do ouvido
Mas em todo o meu ser.
Quem sabe assim eu enfrente
O medo de seguir em frente
Parar de olhar o passado
E observar meu rosto transfigurado
Em símbolos que não mais quero lembrar...
Sobre mim e ti
Nada mais além do mais
Nada além...
Quero apagar os teus sinais
Para o teu próprio bem
E copiá-los em outra parte
Onde caiam bem
Pois transfiguras-me a alma
Atravessa meu mundo
E não quero que vejas
O que fazes comigo
Pois é um sigilo meu
Um segredo...
Que terás de descobrir
Quando estiveres esquecido
O que sabes de mim
E as coisas que eu duvido
Para que eu possa segurar tua mão
E aparar-me em teus pés
Como a árvore se finca ao chão
E as letras nos papéis
Sejamos o que somos
Aprendamos o mais
Me mostra, que eu te mostro
E saberemos muito mais
Já que somos opostos
Complementares como os dois sinais:
O menos e o mais.
Assim nos anularemos
Já que seremos simétricos.
domingo, 24 de maio de 2009
por que?
Porque não tive coragem de lutar
tive que ficar a perseguir sonhos
e me ponho pobre aqui
a espreitar até dormir
para esquecer que existi
pobre, na sarjeta
esperando por migalhas e gorjetas
porque não consegui
vencer os obstáculos que encontrei
a vida nunca foi o que sonhei
e mesmo quando falei dos meus sentimentos
dos meus grandes tormentos
que não consegui que me afetassem
deixo aos que me julguem
o que achem
a minha loucura debaixo de um tapete
e um desejo pela arte sem talento
em noites frias no relento
ainda me lmebro o que me disseram:
pensa em ti! e abandona todo o resto
mas assim egoísta não sei ser
empresto a minhas habilidades
a quem delas melhor pode prover
pois para mim de nada servem
apenas um espírito confuso
onde as eras crescem
mostrando mil caminhos
que tanto apetecem
e por ser menos egoísta do que todos
mais egoísta sou
pois a vida não espera por mim
enquanto eu espero de todos
um entendimento simples:
não consigo seguir sem inspiração.
tive que ficar a perseguir sonhos
e me ponho pobre aqui
a espreitar até dormir
para esquecer que existi
pobre, na sarjeta
esperando por migalhas e gorjetas
porque não consegui
vencer os obstáculos que encontrei
a vida nunca foi o que sonhei
e mesmo quando falei dos meus sentimentos
dos meus grandes tormentos
que não consegui que me afetassem
deixo aos que me julguem
o que achem
a minha loucura debaixo de um tapete
e um desejo pela arte sem talento
em noites frias no relento
ainda me lmebro o que me disseram:
pensa em ti! e abandona todo o resto
mas assim egoísta não sei ser
empresto a minhas habilidades
a quem delas melhor pode prover
pois para mim de nada servem
apenas um espírito confuso
onde as eras crescem
mostrando mil caminhos
que tanto apetecem
e por ser menos egoísta do que todos
mais egoísta sou
pois a vida não espera por mim
enquanto eu espero de todos
um entendimento simples:
não consigo seguir sem inspiração.
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